Café com Nosso Setor entrevista representantes da Max Rede

Para o Café com Nosso Setor desta edição, entrevistamos os representantes da Max Rede, Otacílio Martins (presidente), Engel Rocha (assessor jurídico) e Francisco Flávio, gestor da Max Rede. Os entrevistados da rede foram recepcionados no Hotel Meridional para um delicioso café da manhã, acompanhe todos os detalhes agora.

Você também pode assistir a entrevista na íntegra pelo nosso canal no Youtube: “Nosso Setor Online”.

Por: Rosa Sampaio e Letícia Lavor


RNS: A Max Rede hoje é composta por quantos associados? 

Francisco Flávio: Nós temos três tipos de associados. Os associados premium, que são cinco, três associados CD e três associados contribuintes. São 11 associados e um total de 30 lojas. 

RNS: Quem é o associado premium?

Francisco Flávio: Além da associação, nós temos uma distribuidora e o premium é sócio da distribuidora e associado, ele detém um cota da distribuidora. O associado CD nos ajuda em um grande volume de compras, mas não participa dos nossos encartes. E o associado contribuinte é aquele que participa do nosso encarte e só contribui com a associação, mas ele não tem cota da distribuidora. 

Otacílio Martins: Esse modelo nós implantamos no início do ano. Anteriormente para entrar na rede precisava pagar  R$ 92 mil mais R$ 30 mil do imobilizado, se tornava um valor muito alto. Nós decidimos facilitar a vida dos supermercadistas que queriam entrar na rede e entramos com essas duas modalidades diferentes. Quando ele entra como premium, ele é sócio e tem participação nos negócios. O contribuinte paga uma mensalidade de R$ 3 mil e tem todos os benefícios da rede. Hoje nós temos também as redes de cartões, como fazemos parte da Unibrasil, uma rede nacional com mais de 300 lojas e um faturamento de mais de 7 bilhões, e esse benefício é muito atrativo. Hoje, em termos de Brasil, nós fechamos com a GETNET, uma operadora, e a nossa taxa é a melhor do país. 

RNS: Esse sistema associativista que vocês estão trazendo para o mercado é uma coisa nova. Qual o padrão de vocês ?

Otacílio Martins:  Para não ficar algo muito distorcido e ser mais homogêneo, o associado para entrar na Max Rede tem que ter um faturamento de  R$ 800 mil por mês. Pode até ser um pouco menos, desde que a gente veja que esse possível associado tem potencial para ultrapassar  R$ 1 milhão, R$ 2 milhões de reais.

RNS: É possível subir de nível dentro da  associação?

Otacílio Martins: Com certeza, e nós incentivamos isso. Inclusive, já temos dentro da rede um associado que chegou como contribuinte e hoje é premium. 

RNS: Quais são os requisitos que ele precisa preencher?

Otacílio Martins: Primeiro é ter consciência de que você vai pagar uma cota alta, mas também vai ter participação dentro do CD, até mesmo lucro. Já estamos com um projeto em andamento para a Max Rede ter sua própria loja e só quem pode participar dessa loja é o associado premium, esta primeira loja já está bem encaminhada e todos os associados premium serão sócios. 

RNS: Vocês pensam nessa loja como varejo ou já dentro do novo modelo, o atacarejo? 

Otacílio Martins: Com certeza o atacarejo, já estamos negociando o terreno da loja. 

Francisco Flávio: No começo de 2018  a nossa cota era de R$ 42 mil reais, hoje ela está em  R$ 92 mil. E quando terminarmos a campanha deste ano, que vai terminar no dia 25 de janeiro de 2020, a gente deve fechar a cota em R$ 140 mil. A central compra a mercadoria, o associado premium paga 1% quando ele compra da distribuidora. Para o CD também é 1%, para o contribuinte 2%. E isso vai fazendo o caixa da Rede, além dos encartes e campanhas, toda essa negociação é feita dentro da Rede. 

RNS: quais são as dificuldades encontradas nas centrais de negócio ?

Otacílio Martins: Ultimamente a Max Rede está em estado de graça, as nossas reuniões são de fazer gosto. Existe uma sintonia entre os associados que é maravilhosa. O nível do estresse hoje é muito baixo, com toda a equipe responsável pela gestão está existindo uma sinergia boa. Durante metade desses 13 anos de rede eu fui presidente, mas eu não quero ser dono. Meu terceiro mandato acaba em julho do próximo ano e eu já quero passar para outra pessoa. Com o Flávio, hoje a gente não tem medo que o próximo presidente não dê certo. A Max rede tem uma equipe completa. 

Francisco Flávio: Eu digo sempre que eu tenho uma particularidade na gestão. Eu já fui associado, fui vice-presidente em uma época que o Otacílio foi presidente e já fui tesoureiro. Então, eu tenho uma facilidade muito grande com eles porque todos conhecem meu trabalho e hoje eu volto como gestor. Eu tenho a experiência de varejo, de gestão e do trato com as pessoas, eu sei conciliar os conflitos.

DADOS:

R$ 46 milhões por mês e por ano R$ 554 milhões, com todos os associados. Temos 285 checkouts, 25 mil áreas de venda. A rede está crescendo. Estamos agora recuperando, esta é fase de teste, a câmera frigorífica que perdemos em um incêndio no ano passado. Fizemos um investimento de R$ 500 mil sem tirar um centavo dos nossos associados. Temos 2.300 funcionários diretos e 7.000 indiretos. 

Nós temos uma loja no grupo B, que tem uma energia mais cara, a quase dois anos estamos com uma subestação pronta esperando que a Enel vá ligar a energia. Hoje o empresário brasileiro é tratado, principalmente no Ceará, como bandido. 

RNS: Como tem sido as negociações com a indústria/distribuidor para que possam trazer vantagem para o associado?  

Engel Rocha: Através da nossa associação nacional, a Unibrasil, nós conseguimos construir muitas parcerias, inclusive internacionais. A Ambev,por exemplo, está na Unibrasil e essa aproximação trouxe grandes negócios para nossa rede aqui no Estado. A Getnet trouxe o benefício de taxas de cartão de crédito muito baixas e no mercado não existe outro igual, só quem é associado a Unibrasil, e aqui no estado só através da Max Rede, é que tem direito a essas taxas e benefícios.

Otacílio Martins: Outra coisa importante é que nós fechamos parceria com uma empresa que vai nos vender energia eólica. Isso vai nos dá uma economia em torno de 20%. O novo associado já pode entrar em uma rede grande, mesmo ele sendo pequeno. Nós trabalhamos baseado na necessidade do associados, para não sufocá-lo. 

RNS: Qual o perfil desse associado que quer fazer parte da rede?

Otacílio Martins: Tem que ser supermercadista com um faturamento de, pelo menos, R$ 800 mil. Ele vai para uma entrevista conosco e tem que ser aceito por unanimidade entre todos os associados que já estão na rede. Não estamos restritos apenas à Fortaleza e regiões circunvizinhas, mas no interior, por exemplo, não aceitamos dois associados do mesmo local. Em Fortaleza temos um limite de 2km entre associados e no interior vai depender do potencial de crescimento da cidade, se comporta mais de um associado e o novo só entra se o associado que já está na rede concordar.