Consumidores afirmam que devem manter hábitos mesmo com o fim da quarentena, afirma Kantar

Evitar aglomerações, intensificar boas práticas de higiene e comer melhor são alguns dos comportamentos adquiridos e que devem continuar mesmo depois do fim da quarentena motivada pelo coronavírus. É o que afirma o levantamento Kantar Thermometer, divulgado no dia 26 de junho. Segundo a maioria dos consumidores pesquisados, cuidar mais de si mesmo, com a higiene, saúde e desenvolvimento, é o principal hábito adquirido durante a quarentena que deve ser mantido.

Evitar aglomerações é um dos quesitos que influenciam o consumidor na hora de escolher a melhor loja para suas compras. Por isso, a opção de comprar em canais menores e mais próximos de suas residências aparecem como preferidos. Entre os aspectos mais relevantes, estão o fato de ter poucas pessoas no local (60,2%), o comércio ser perto de casa (59,6%), preços acessíveis (53,3%), cumprimento das medidas sanitárias (47,8%) e não ter filas para entrar (44,9%).

Para 63%, aumentar a higiene será prioridade, enquanto 54% afirmam que devem continuar a comer de forma mais saudável e outros 50% pretendem focar no desenvolvimento pessoal. Um hábito que acabou sendo forçado na rotina dos brasileiros foi o do distanciamento social. Mesmo com o fim da quarentena, 74% dos brasileiros dizem que continuarão seguindo essa recomendação e evitarão lugares lotados.

Nesse cenário, o pequeno varejo e o tradicional ganham relevância com o isolamento. Canais menores exercem um novo papel, sendo buscados para compras de abastecimento, antes concentradas principalmente em Atacarejos. O varejo tradicional ganhou +800 mil novos lares e o pequeno varejo ganhou +2 milhões de lares.

Mídia

O consumo de televisão permanece com a mesma tendência: após as primeiras semanas com crescimento acentuado da audiência, os índices se estabilizaram em patamares acima do anterior à crise. Quase todas as regiões do país apresentaram tempo médio estável nas últimas semanas, com valores acima de patamares anteriores à pandemia.

Em relação ao último período analisado, o destaque fica para o aumento do consumo nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

O período de isolamento social permitiu que as pessoas tivessem novas experiências em relação ao consumo de mídia e novas tecnologias. Para o rádio, mostramos hoje que pessoas de todas as idades mantiveram seu consumo do meio, mas o uso de plataformas varia entre elas.

De acordo com os dados, é possível concluir que pessoas entre 25 a 29 anos escutam rádio mais em serviços de streaming e podcasts do que a média, enquanto as com faixa etária entre 30 a 34 e 35 a 39 anos tendem a ouvir mais no site ou aplicativo das emissoras de rádio. Todas as faixas etárias escutam no dial na mesma média, com um consumo um pouco maior das faixas mais elevadas.