GPA quer aumentar rentabilidade de hipermercados em relação ao atacarejo

O GPA pretende aumentar a rentabilidade de seus hipermercados em relação ao modelo de atacarejo, de acordo com o Goldman Sachs. O banco participou de uma reunião com analistas realizada pela companhia, e destaca ainda os projetos de expansão da marca Pão de Açúcar.

Os analistas Irma Sgarz, Felipe Rached e Chandru Ravikumar afirmam que a direção do GPA planeja mudar a proposta de valor dos hipermercados, que respondem por 43% do mix de receitas do grupo. De acordo com o relatório, a competitividade dos preços nos hipermercados é de 115% em relação ao modelo adotado pelo Assai. O GPA planeja reduzir o patamar para 105% a 106%.

O Goldman Sachs pontua que no terceiro trimestre de 2020 os hipermercados reportaram lucratividade de cerca de 7,7%, próximo aos níveis do GPA. “A administração, porém, reconhece os ventos favoráveis da pandemia e está focada em manter esse nível de margem no futuro”, afirma o banco.

Outro objetivo do GPA é expandir a marca Pão de Açúcar de 33% para 40% das vendas totais, por meio da aceleração de expansão orgânica. A companhia não estabeleceu meta, mas destaca cerca de 300 cidades com potencial geográfico.
O diretor-presidente da companhia, Peter Estermann, afirmou que a marca de alto padrão da companhia teve menor foco em meio ao desenvolvimento de hipermercados e supermercados de baixa renda.

O GPA pretende ainda abrir novos centros de distribuição e locais de clique e coleta. O omnichannel atingiu 12% das receitas do Grupo Éxito no ano passado, alta de 8 pontos percentuais, enquanto o GPA alcançou 4,7%, alta de 3 pontos percentuais. De acordo com a companhia, o desempenho foi impulsionado pelas “severas restrições de bloqueio” na Colômbia, principal área do Éxito.

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